DISPENSA COISA CONFUSA
Quem quer fazer boa música, dispensa coisa confusa. Alimentar um blog, melhor que alimentar um cão, caso dependesse de mim. Um blog eu posso alimentar retroativamente. Dormir varias noites todo o sono acumulado. Quem quer fazer boa música, saber o que é hipotenusa. MIP – Manifestação Internacional de Performance, promovido pelo CEIA - Centro de Experimentação e interação em Artes - veja 2 posts abaixo. Estarei lá em agosto - provavelmente no Espaço FUNARTE Casa do Conde (ainda não me deram as informações), apresentando Concerto para o Erro, que já conta com algumas apresentações no currículo como o 1º Fórum das Letras de Ouro Preto (Museu da Inconfidência), No auditório da reitoria e no Centro Cultural da UFMG (onde fiz meu primeiro registro em DVD) e no Ciclo de Confluência Idéias de Fresta de 2006 (Um dos eventos mais consistentes dos últimos anos em BH). Muito me orgulho. Mérito meu e dos meus interlocutores (Anna Gobel, Daniel Carneiro, Gustavo Pains, Chico de Paula, Ulisses Moisés). Registros de performances, se comparado ao volume de trabalhos apresentados desde os anos 60, são historicamente pouco realizados. Nesse sentido, a dimensão mítica da performance sempre foi sua inusitada característica. Poucos vêem, muito se fala do que não se viu. Viver do mito de uma performance é, nesse sentido, viver de uma parte legítima de sua realidade. Assim eu e tantos outros podemos dizer que atravessamos afetos e instituições, onde chegamos até a ministrar oficinas, fruto de uma trajetória a um só tempo palpável e intangível. Agora as novas tecnologias não nos dão mais desculpas. Minha Primeira performance devidamente registrada já corre o mundo e permite novos modos de apreciação. Quem quer fazer boa música, tem que ter jeito pra coisa. Eu vim da Bahia. Cheguei dia 10 de junho, se é que cheguei – minha cabeça ainda está um pouco lá. Estive em Lençóis, numa comunidade quilombola chamada Remanso, toda orientada por pela pedagogia Griô, e gestada pela própria comunidade em parceria com uma ONG chamada Grãos de Luz e Griô. Um dia de vivência dos processos, outro discutindo sua metodologia. Ao final, um passeio por um pantanal incrustado no sertão da Bahia, ao por do sol. Seguimos (eu e os 12 da equipe do Rumos Educação) para o Vale do Capão, fomos conhecer o Circo do Capão, única referência de lazer da comunidade. Muita criança, muito Côco de Roda, muito gringo trazendo referências diversas. Cinco dias em Salvador, estive na Eletrocooperativa onde fiz uma Jam de poesia com rappers de lá, o registro em celular vai me permitir retrabalhar a idéia de arranjo com Limão quilograma. Também conheci o Centro de Referência Integral do Adolescente – Uma Petardo em forma de poesia e teatro. Debates no Projeto Axé e museu de Arte Contemporânea da Bahia. Quem quer fazer boa música, saber o que é semifusa. Em Belo Horizonte um convite do Cidadão Comum me proporcionou um encontro inesperado e forte com pajés, caciques e outros índios da tribo Huni Kuim Kaxinawas do Acre, noite de conversa, fogueira, Nixiplan, ou ayuasca, como queiram. Pude presenciar as conexões mais vivas do que nunca entre Ritual e Performance. Precisei chegar em BH, no Encontro de Diálogo OI KABUM! para conhecer um Baiano retado, Luiz Marfuz, professor de teatro e professor da pós graduação da UFBA, agendamos uma conversa para 2011. Um episódio muito bonito me fez emocionar com Noni, filha da Mestra Faiga Ostrower. Algumas outras referências no Brasil e aqui de BH estavam presentes para discutir caminhos, propostas de atuação e diálogo sobre arte e educação na implantação da OI KABUM! em Belo Horizonte. Quem quer fazer boa música, saber por que estudar pausa. Via e-mail, um convite acompanhado de um portfólio virtual para participar da performance do argentino Juan Der Hairabedian, também no MIP. Disse sim. Agosto, pelo jeito vai passar rapidinho, vem visitas de amigos de fora, tem performances, muito trabalho, tem mais cinco dias de imersão em Inhotim. Muito trabalho, hospedagem do mamulengueiro e amigo Edson PE. Alô Macaé! To chegando em setembro para uma oficina de Performance. Outubro ou novembro. Bienal do Mercusul em Porto Alegre. Estava ainda no Pelourinho quando recebi um telefonema do músico Antônio Loureiro, ele me disse que uma parceria nossa acabara de ser gravada e era a canção mais bonita de seu primeiro disco. Fiquei tão alegre entrei pra roda do Mestre Curió e cantei cantei cantei... Estava ainda na roda de conversa com os Índios kaxinawas, quando uma mensagem de celular, plena madrugada, soou. Era Teo Ruiz, de Curitiba, Ele estava feliz por que Carlos Careqa acabara de gravar a voz na nossa inédita parceria com Makely. Para fazer boa música, a propósito, é uma canção do Itamar Assumpção nunca gravada oficialmente. Curiosamente essa música foi escalada para uma releitura contemporânea, um remix, para o Itaú Cultural. Uma releitura audiovisual foi destinada - também via Itaú Cultural – para ser realizada por um mineiro que admiro muito, Ricardo Portilho. Ma num é que o cabra me convidou tempos atrás pra ser o personagem do vídeo! Ainda não foi lançado, embora eu já tenha visto. Para fazer boa música, é preciso estar atento e forte, Não temos tempo de temer a morte.


8 Comentários:
em tempos de viagens e performances, tudo muito lindo nas viagens. o rumos dá uma boa arejada na cabeça fazendo vc circular, né? é isso.
bh fica ainda menor pra vc, negrão.
em agosto, tb faço umas performances, vc tá convidado de antemão, depois te conto mais...
lanço uma publicação c parceiros, chamada embrulho, destinada a revolver intestinos mais sensíveis dessa cidade que agrupa interesses comuns em círculos fechadíssimos.
que vc os fure!!!!
bjs
chico
massa, cara, bom demais!
esse tipo de agitação é muito bom.
tudo fluindo, acontecendo!
desejo muito boa música ainda mais pra você!
abração!
Meu caro, bom saber das boas novas. Tô aqui no rol dos fãs, torcendo. Inté, Júlio :)
Chico, Marcos, Júlio. Grato pelas palavras! Chico, convite aceito de pronto.
fala aí renato. bom saber que você anda nessa profusão de conteúdo.
te ver nesse redemoinho produtivo passa inspiração e bons fluídos pra mim também.
temos que tomar uma um dia desses, ilpka? abraço!
ae juanes, saudade também, te ligo esses dias, abraço forte!
Como assim, eu te encontro e você e não me conta todas essas novidades???
Ahaha abraço!
Paulinho, é que quando te vejo perco a voz,to ficando seu fã.
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