Domingo, Novembro 22, 2009

> > >



O Museu da Arte da Pampulha e a Pós-Graduação da Escola de Belas Artes da UFMG realizarão o evento Diálogos: estratégias do fracasso nos dias 27 e 28 de novembro de 2009 no Museu de Arte da Pampulha - MAP - em Belo Horizonte. O evento é um momento teórico-artístico formulado por Mabe Bethônico junto a alunos do programa de Pós-Graduação do curso de Artes da UFMG. Os diálogos experimentarão o evento como voz institucional e plataforma artística, em proposição de encontro e colaboração.
Desde abril deste ano, participantes da disciplina “Evento sobre evento” coordenada por Mabe Bethônico se reuniram para estudar a instância do "evento" (seja conferência, palestra etc) e diferentes manifestações artísticas. Buscou-se abordar o fracasso como estratégia plástica e como perspectiva crítica na produção contemporânea. Nessa primeira etapa colaboraram o Prof. Rodrigo Duarte da FAFICH, o curador Joerg Bader do Centre de la Photographie de Genebra, a psicanalista Aurea Porto e o Prof. Helton Adverse do Departamento de Filosofia Política da UFMG.

Acreditando na impossibilidade de se definir o que é o Fracasso, trabalhamos entorno da questão – O que fracassa? O ponto fraco, um ponto critico; e exercitamos a dificuldade de apontar sintomas. O ponto da falha pode ser o sucesso, e discutimos por exemplo o “erro”como opção ou falta de opção. O fracasso será neste evento pretexto para leituras e pesquisas interdisciplinares, onde a dúvida institucional, poética e/ou particular pode se instaurar - onde surge o potencial naquilo que não se resolve ou naquilo que se esquece, naquilo que se dá por perda, no acúmulo de dúvidas.


dia: 27/11 (sexta)


Horário
9:15 – 10:00 Ramsés ou a ressurreição cor-de-rosa Camila Buzelin/Marta Neves
10:00 – 11:00 Texto, tessitura, tecido Angélica Adverse/ Andréia Vilela/ Sônia Pinto
11:00 – 11:30 Café Agnes Farkasvolgyi
11:30 – 12:00 Fragmentos de um breve encontro com Museo e outras biografias de amor e fracasso Francisco Magalhães
12:00 – 13:30 Almoço
13:31 – 14:00 Como provocar acidentes? Clarissa Alcantara
14:00 – 14:40 Nova musica: A configuracao de um fracasso? Rodrigo Duarte
14:45 – 15:30 O sublime e a iconoclastia: dois fracassos exemplares Romero Freitas
15:30 – 16:00 Café Nydia Negromonte
16:00 – 16:15 Acervo de Impermanência Camila Gomes
16:15 - 17:00 O que exita? Marconi Drummond
17:00 – 17:30 Penso que é sobre projetos e realizáveis Paulo Nazareth
17:30 – 18:00 Entre rios e ruas: um projeto de interseções Isabela Prado


28/11 (sábado)


9:15 – 9:30 Leia e duvide Marco Antonio Mota
9:30 – 10:20 Práticas do inclassificável Maria Esther Maciel
10:20 – 11:00 Lágrimas imprevistas podem escorrer Luis Alberto Brandão
11:00 – 11:30 Café
11:30 – 12:15 Política e corrupção Helton Adverse
12:15 – 13:00 Fluxus: utopia e fracasso Luzia Gontijo
13:00 – 14:30 Almoço
14:30 – 15:00 Fotografia entrópica, pensamento turvo João Castilho
15:00 – 15:40 Audiência pública Fabíola Tasca/Ines Linke
15:45 – 16:05 Rafael e a testemunha participante Alexandre Sequeira
16:05 – 16:40 Café
16:40 – 17:10 O autor e a obra nas criações contemporâneas Prof. Marco Antônio Sousa Alves
17:10 – 17:30 O fracasso das estratégias Wellington CanÇado e Renata Marquez

Domingo, Novembro 15, 2009

LINGSTON PERLI CHERLIÊ NO FORUM DOC

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Juca Ferreira (errata, leia-se: Zé Celso, rs), Eu também abro meu voto!

No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca.

Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.

Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.

Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira, que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.

Percebi isso ao prefaciar a tradução em português crioulo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália: Brutality Garden, Jardim Brutalidade, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira, na Tulane University de New Orleans.

Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.

Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.

Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a “res pública”. Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.

Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo, quando convoca os jornalistas da Folha de S. Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo ao vivo a phala do povo. A interpretação da editoria é a do jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí , quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.

Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num teatro grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, lula é um intérprete dela: a vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?

Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura & Educação.

Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalização do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarte grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na Estrela Brasyleira a Vagar - Cacilda!! para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendendo este programa tétrico.

Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. “Amor Ordem e Progresso.” O amor guilhotinado de nossa bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.

Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta categoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos, como a sagração da natureza, a liberdade e a paixão pelo amor energia, santíssima eletricidade. Sinto que nessas duas pessoas de que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.

A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai dedicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.

Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos brazyleiros. Essa “estasia”, Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que exista!

Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:

“Vício na fala
Pra dizerem milho dizem mio
Pra melhor, dizem mió
Para telha, dizem teia
Para telhado, dizem teiado
E vão fazendo telhado”

SamPã, 6 de novembro, sob o signo de escorpião, sexo da cabeça aos pés, minha Lua de Ariano, evoéros!

Fonte: O Estado de S.Paulo

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Claude Lévi-Strauss - Tristes Trópicos, um dos livros mais bonitos que já li.



Bruxelas, 28 de novembro de 1908 — Paris, 30 de outubro de 2009

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

SAIU NA REVISTA PEDAGOGIA CONTEMPORÂNEA >>>




Saiu na revista Pedagogia Contemporânea, número 2, uma matéria com James V. Wertsch. Um dos primeiros tradutores, divulgadores e interpretes da obra de Vygostsky no mundo ocidental. Uma das "ilustrações" da matéria - trabalhos de Robert Smithson, Rodrigo Braga, Anselm Kiefer, dentre as outras - é da performance Concerto para o Erro, que apresentei no MIP2, clicada pelo Bruno Vilela. A surpresa é que a matéria trouxe muitas luzes à performance. E à Ana Teixeira, só me resta agradecer pelo convite.

Sábado, Outubro 17, 2009

ACERVO

NOSSO AMOR É METAESQUEMA
NOSSO AMOR É BÓLIDE
NOSSO AMOR É TROPICÁLIA
NOSSO AMOR É A ARQUITETURA DA FAVELA
NOSSO AMOR É COSMO-COCA
NOSSO AMOR É PARANGOLÉ
NOSSO AMOR É NAVILOUCA
NOSSO AMOR É RELEVO ESPACIAL BILATERAL
NOSSO AMOR É CONTRA-BÓLIDE
NOSSO AMOR É NÚCLEO
NOSSO AMOR É PENETRÁVEL
NOSSO AMOR É EXPERIMENTAL
NOSSO AMOR É NOVA OBJETIVIDADE

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

A JULIANA PERDIGÃO VAI CANTAR NO RIO >>>